Esse foi o dia mais difícil pra levantar cedo. A vontade era de ficar deitado na cama, mas a vontade de se aventurar pela cidade era maior, ainda bem.rsrs. No café da manhã encontrei com os brasileiros que tinha chegado no dia anterior ao hostel, a gente trocou umas idéias e resolvemos encaixar nossos roteiros, se juntou Eu a Tatá, o Tico e o Matheus e seguimos rumo a uma feirinha de produtos artesanais locais. Primeiro optamos por ir de bike, mas não conseguimos alugar nenhuma, as do hostel estavam esgotadas, então... partimos de busão.
Tico, Matehus, Tatá e Eu
Após algumas minutos visitando a feira, foi cada um lado, e ficou eu o Tico dando rolé, quando de repente o maluco resolve colocar um tererê no cabelo,haha... (comum de mais por lá). A gente saiu procurando até que encontrou essa família que fazia aplicação do tal tererê. Confesso que só não coloquei no meu porque não tinha condições, quer dizer, não tinha cabelo suficiente pra colocar,rss. Acho que demorou uns 15 minutos pra finalizar... é um trabalho danado pra colocar, é um puxa, amarra, solta, dá nó, faz trança, puxa, amarra, solta, dá nó, faz trança...e no final??? FOGO pra queimar a linha. Pra tirar??? Fácil!!! Só cortar!kkkk...
Enquanto eles davam nó na cabeleira do Tico, eu trocava ideia com eles, e conversando, a senhora me pergunta: ¿Como te llamas? -- Me llamo André -- ¿Como se llama el chico? -- Tico -- Si, el chico, ¿como el se chama? -- Lo chico se llama Tico -- ¿Tico?, ¿Tico? -- Si, Tico. (Só faltou o no fubá.kkkkkkkkkkkkk) Aee Tico,haha... (sei que tu vai ler isso aqui) kkkkkkkkkkk.
Terê no Chico Tico.kkkkk
Bem no centro da feira tinha um gramado onde as pessoas tomavam sol. E isso é comum tanto do pessoal de Montevidéu quando de Buenos Aires, eles utilizam muito os parques, as praças e os jardins que a cidade oferece. Seja só, acompanhadas, sentadas, deitadas, escutando música, estudando, brincando, conversando, namorando... ando, ando e ando. Chega a ser legal de se ver. E fazendo uma comparação rápida com o que vimos aqui no nosso País, onde as praças estão praticamente abandonadas, mal cuidadas, chega até a dá desgosto.
Entrando no clima
Saindo da feira, eu segui um destino diferente do resto do pessoal, eu ainda queria conhecer o Jardim Japonês e o Zoológico de Buenos Aires, já que os dois dias de tempo fechado frustrou minha ida ao Zoo de Lujan, em Tigre. O legal do Zoo de Lujan é que você entra em contato direto com os animais, fica do lado de tigres e leões, sem qualquer tipo de divisória, dá até pra passar a mão, além disso alimenta os filhotes, anda de elefante e por ai vai. =) Fiquei com vontade depois de ver umas fotos de uma turista que conheci em Montevidéu. Mas, o tempo não ajudou...
Enfim, meu primeiro ponto depois da feira foi o Jardim Japonês, tinha ouvido falar muito bem de lá, e queria conhecer. De onde eu estava para o JJ foi preciso pegar um ônibus, e sempre que eu pegava um ônibus, eu tinha a certeza do que era um sistema de transporte público que funcionava. E nem por isso se paga um absurdo nas passagens ($1,20 pesos argentinos, o equivalente a 0,60 centavos de real) Alô Natal!!!
Realmente vale a pena, é um lugar tranquilo e cheio de natureza, a cultura oriental é lembrada em todos os detalhes do parque.
Entrada do Jardim Japonês ($ 8,00 pesos)
Lago das carpas gigantes. Tem umas que pra tubarão falta pouco.
A ponte do vermelha.
Luminaria
Depois de conhecer um e entrar no clima da terra dos "zoi puxado", fui em direção ao Jardim Zoológico. O Zoo ficava bem do lado do parque, era só cruzar a avenida e andar uns 200 m. O Zoológico tem uma estrutura bacana pra receber os turistas, mas achei um tanto quanto largado. Mas pra quem gosta desse tipo de turismo é legal conhecer. Na sequência alguns hermanos, rs...
Zoo Buenos Aires
Zoo Buenos Aires
Zoo Buenos Aires
Zoo Buenos Aires
Zoo Buenos Aires
Zoo Buenos Aires
Zoo Buenos Aires
A visita foi um pouco corrida, como lá escurece muito tarde, acabei me desligando da hora e se não corresse ia me atrasar pra apresentação de tango, e eu ainda tinha que comprar umas coisas pra levar. Sai do Zoo, peguei meu busão, e seguindo o conselho de uma Uruguai que tinha conhecido lá, a Alejandra, fui em uma loja especializada em vinhos que havia próximo ao hostel, mas por azar encontrei a loja fechada, só me restava ir em busca sos ALFAJORES Argentinos (O que é aquilo?? O que são aqueles alfajores?? Meu Deus!!! Outra coisa não, mas comer alfajor eu COMI viu, e num foi pouco não!kkkkkk...) Entrei na loja HAVANNA, e comprei algumas unidades, Tá! Algumas caixas! =) Mas só uma conseguiu chegar no Brasil, quer dizer, em Natal.kkkkkk...
Bom, feito as compras, sai em disparada para o hostel, a Av 18 de Julho (onde estava montado o palco da apresentação de tango) já estava lotada. Chegando no hostel foi só o tempo de tomar um banho me arrumar e pronto!
E não poderia ser diferente, a noite daquela sexta-feira tinha que ser longa, tudo na tentativa de alongar ao máximo o último dia da viagem. Pra começar Eu, o Danilo e o Bruno, fomos assistir a uma festival de tango que estava tendo em plena avenida 18 de julho. A avenida foi fechada e uma mar de cadeira tomou conta do cenário, eu acho que aquele evento devia ser anual, até mesmo pela estrutura e pela quantidade de gente que estava lá assistindo. Impressionante, nunca tinha parado pra assistir um tango,haha... bem diferente de um festival de forro ou algo do tipo.kkkkkk... Esse tipo de coisa você só vivencia se sair do "nosso mundo". =)
Danilo, Bruno e Eu
Salão MilHouse2
De longe a galera mais animada da festa.kkkk
Depois disso ai, o pessoal prolongou a noite, parte da galera foi pra PACHA, parte pro Palermo e outra parte de volta por hostel. Eu fui junto dessa 3ª leva, meu barco partia cedo, era a hora de fazer o caminho inverso de volta pra casa (Natal).
Próximo poste, considerações finais sobre a viagem!
Só aguardar!!!



