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21 de abril de 2011

Buenos Aires, o último dia de viagem!!!

Esse foi o dia mais difícil pra levantar cedo. A vontade era de ficar deitado na cama, mas a vontade de se aventurar pela cidade era maior, ainda bem.rsrs. No café da manhã encontrei com os brasileiros que tinha chegado no dia anterior ao hostel, a gente trocou umas idéias e resolvemos encaixar nossos roteiros, se juntou Eu a Tatá, o Tico e o Matheus e seguimos rumo a uma feirinha de produtos artesanais locais. Primeiro optamos por ir de bike, mas não conseguimos alugar nenhuma, as do hostel estavam esgotadas, então... partimos de busão.

Tico, Matehus, Tatá e Eu

Após algumas minutos visitando a feira, foi cada um lado, e ficou eu o Tico dando rolé, quando de repente o maluco resolve colocar um tererê no cabelo,haha... (comum de mais por lá). A gente saiu procurando até que encontrou essa família que fazia aplicação do tal tererê. Confesso que só não coloquei no meu porque não tinha condições, quer dizer, não tinha cabelo suficiente pra colocar,rss. Acho que demorou uns 15 minutos pra finalizar... é um trabalho danado pra colocar, é um puxa, amarra, solta, dá nó, faz trança, puxa, amarra, solta, dá nó, faz trança...e no final??? FOGO pra queimar a linha. Pra tirar??? Fácil!!! Só cortar!kkkk... 
Enquanto eles davam nó na cabeleira do Tico, eu trocava ideia com eles, e conversando, a senhora me pergunta: ¿Como te llamas? -- Me llamo André -- ¿Como se llama el chico? -- Tico -- Si, el chico, ¿como el se chama? -- Lo chico se llama Tico -- ¿Tico?, ¿Tico? -- Si, Tico. (Só faltou o no fubá.kkkkkkkkkkkkk) Aee Tico,haha... (sei que tu vai ler isso aqui) kkkkkkkkkkk.

Terê no Chico Tico.kkkkk

Bem no centro da feira tinha um gramado onde as pessoas tomavam sol. E isso é comum tanto do pessoal de Montevidéu quando de Buenos Aires, eles utilizam muito os parques, as praças e os jardins que a cidade oferece. Seja só, acompanhadas, sentadas, deitadas, escutando música, estudando, brincando, conversando, namorando... ando, ando e ando. Chega a ser legal de se ver. E fazendo uma comparação rápida com o que vimos aqui no nosso País, onde as praças estão praticamente abandonadas, mal cuidadas, chega até a dá desgosto.

Entrando no clima

Saindo da feira, eu segui um destino diferente do resto do pessoal, eu ainda queria conhecer o Jardim Japonês e o Zoológico de Buenos Aires, já que os dois dias de tempo fechado frustrou minha ida ao Zoo de Lujan, em Tigre. O legal do Zoo de Lujan é que você entra em contato direto com os animais, fica do lado de tigres e leões, sem qualquer tipo de divisória, dá até pra passar a mão, além disso alimenta os filhotes, anda de elefante e por ai vai. =) Fiquei com vontade depois de ver umas fotos de uma turista que conheci em Montevidéu. Mas, o tempo não ajudou...

Enfim, meu primeiro ponto depois da feira foi o Jardim Japonês, tinha ouvido falar muito bem de lá, e queria conhecer. De onde eu estava para o JJ foi preciso pegar um ônibus, e sempre que eu pegava um ônibus, eu tinha a certeza do que era um sistema de transporte público que funcionava. E nem por isso se paga um absurdo nas passagens ($1,20 pesos argentinos, o equivalente a  0,60 centavos de real) Alô Natal!!!

Realmente vale a pena, é um lugar tranquilo e cheio de natureza, a cultura oriental é lembrada em todos os detalhes do parque. 

Entrada do Jardim Japonês ($ 8,00 pesos)

Lago das carpas gigantes. Tem umas que pra tubarão falta pouco.

A ponte do vermelha.

Luminaria

Depois de conhecer um e entrar no clima da terra dos "zoi puxado", fui em direção ao Jardim Zoológico. O Zoo ficava bem do lado do parque, era só cruzar a avenida e andar uns 200 m. O Zoológico tem uma estrutura bacana pra receber os turistas, mas achei um tanto quanto largado. Mas pra quem gosta desse tipo de turismo é legal conhecer. Na sequência alguns hermanos, rs...

Zoo Buenos Aires

Zoo Buenos Aires

Zoo Buenos Aires

Zoo Buenos Aires

Zoo Buenos Aires

Zoo Buenos Aires

Zoo Buenos Aires

A visita foi um pouco corrida, como lá escurece muito tarde, acabei me desligando da hora e se não corresse ia me atrasar pra apresentação de tango, e eu ainda tinha que comprar umas coisas pra levar. Sai do Zoo, peguei meu busão, e seguindo o conselho de uma Uruguai que tinha conhecido lá, a Alejandra, fui em uma loja especializada em vinhos que havia próximo ao hostel, mas por azar encontrei a loja fechada, só me restava ir em busca sos ALFAJORES Argentinos (O que é aquilo?? O que são aqueles alfajores?? Meu Deus!!! Outra coisa não, mas comer alfajor eu COMI viu, e num foi pouco não!kkkkkk...) Entrei na loja HAVANNA, e comprei algumas unidades, Tá! Algumas caixas! =) Mas só uma conseguiu chegar no Brasil, quer dizer, em Natal.kkkkkk...
Bom, feito as compras, sai em disparada para o hostel, a Av 18 de Julho (onde estava montado o palco da apresentação de tango) já estava lotada. Chegando no hostel foi só o tempo de tomar um banho me arrumar  e pronto!

E não poderia ser diferente, a noite daquela sexta-feira tinha que ser longa, tudo na tentativa de alongar ao máximo o último dia da viagem. Pra começar Eu, o Danilo e o Bruno, fomos assistir a uma festival de tango que estava tendo em plena avenida 18 de julho. A avenida foi fechada e uma mar de cadeira tomou conta do cenário, eu acho que aquele evento devia ser anual, até mesmo pela estrutura e pela quantidade de gente que estava lá assistindo. Impressionante, nunca tinha parado pra assistir um tango,haha... bem diferente de um festival de forro ou algo do tipo.kkkkkk... Esse tipo de coisa você só vivencia se sair do "nosso mundo". =)

Danilo, Bruno e Eu

Terminado a apresentação, só nos restava curtir o MilHouse2. E velho, lembro como se fosse ontem, as músicas a agitação da galera, eu pedindo por DJ tocar um forro... eeelaiá, passou rápido.

Salão MilHouse2

De longe a galera mais animada da festa.kkkk

Depois disso ai, o pessoal prolongou a noite, parte da galera foi pra PACHA, parte pro Palermo e outra parte de volta por hostel. Eu fui junto dessa 3ª leva, meu barco partia cedo, era a hora de fazer o caminho inverso de volta pra casa (Natal).

Próximo poste, considerações finais sobre a viagem!
Só aguardar!!!


9 de abril de 2011

Recoleta, mais que um bairro.

Uma coisa eu tinha certeza, esse dia ia ser cheio, e pra aguentar o rojão nada melhor que um bom café da manhã...e o café da manhã do MilHouse, putz...não deixava a desejar em nada. Tinha de tudo. Mas o melhor era o doce de leite, eu fiquei viciado naquilo,haha...não saia de casa sem levar alguns.

Meu café da manhã =)

Foi no salão do café que Eu, o Bruno e o Danilo estávamos programando o role do dia, já que as a Carol e a Betty, iam para o shopping,kkk. No meio da conversa apareceu mais uma brasileira, a Tatá, carioca que tinha chegado na noite anterior no hostel... e como ela estava só, juntou-se a nós, e fez o nosso roteiro.

De início escolhemos ir até o "Cemitério do bairro Recoleta" e conhecer a suas redondezas  já que havia lá muita coisa interessante... praças, museu, galerias e por ai vai. Antes da chegada do cemitério, a gente se deparou com algo muito curioso, não tinha nenhuma indicação sobre o que seria. Talvez um pub, não sei...mas o mais legal é que está bem no meio de dois prédios de luxo. Parecia uma coisa esquecida no tempo.


Esse dia o tempo não estava querendo ajudar muito, estava fechado, caindo aquela garoa sabe? Mas não foi o suficiente pra morga nosso rolé.rsrss. O cemitério é muito conhecido e visitado por todos os turistas, lá estão enterrados grandes nomes, entre eles, Evita Peron.

O túmulo de Evita Peron - um dos mais visitados.

Uma coisa que chama atenção é o quão GRANDIOSO são os túmulos e como são ricos em detalhes...tinha uns que sem exagero...era maior do que a sala do meu apê.rss. Uns bem conservados, outros quase abandonados, em alguns era possível ver até os caixões entre as vidraças quebradas, o lugar tinha um ar de mistério e paz ao mesmo tempo.

Entrada do Cemitério

Dentro do cemitério (Eu, Bruno, Danilo e Tatá)

Antes de continuar queria fazer um comentário sobre essa foto abre aspas Eu particularmente gosto muito dessa foto, só não me pergunte o porque. Só sei que há algo nela que me diz muito. Talvez a alegria estampada na cara; talvez a companhia dessa galera; talvez o lugar; talvez... talvez. Não sei! Não dizem por ai que a fotografia fala por si só?!Então... deve ser isso!rss... fecha aspas.


Bom, após conhecer e fazer um tour pelo cemitério, seguimos rumo ao museu, no caminho passamos por alguns pessoas oferecendo serviços culinários para turista, entre eles tinha um brasileiro que tomava conta de um restaurante lá... e foi onde mais tarde nós retornaríamos para almoçar, com direito a vinho,rs...

Saindo do cemitério, e tomando como base o nosso mapa, fomos em busca da escultura "A Flor", do "Museu Nacional de Belas Artes" e do "Planetário". Mas algo saiu errado, pra variar né!?kkkk...entramos no Palácio Nacional das Artes pensado que fosse o Museu Nacional de Belas Artes,kkkkk. E eu achando estranho..."Pow, ninguém controla a entrada? Pode entrar com câmera? Pode tirar foto? Como assim Arnaldo???" A gente só se ligou que estava no lugar errado quando já estávamos dentro,haha... mas foi interessante, estava rolando uma amostra de arte visual bem bacana lá.




No caminho passamos também pelo Centro Cultural Recoleta, e o famoso Hard Rock Café. Um pouco mais a frente, do outro lado da rua avistamos uma prédio MONSTRUOSO (Universidade de Direito de Buenos Aires), decidimos cruzar a ponte e ir lá conhecer, e é impressionante como aquilo que não lhe é comum tem um efeito extraordinário.

Ponte sobre a Av. Del Libertador
Universidade de Direito

Pra nossa sorte, a "A Flor" ficava bem ao lado da Universidade de Direito. A Flor é uma estrutura metálica que se abre e se fecha de acordo com o movimento do sol. Muito massa.


A Flor

Depois de visitar uma das obras mais interessantes ao ar livre, partimos rumo ao Museu Nacional de Belas Artes. Dessa vez sim, entramos no lugar certo! Lá não é permitido a entrada de aparelhos eletrônicos, o museu é divididos em "salas". Sabe aqueles bancos que ficam em frente a obra pra você sentar e admirar...quase não me levanto mais.haha. Um mundo de pinturas e esculturas que representam não só a arte, mas toda uma história. É fantástico!!!

Bom, a essa altura estávamos todos com fome, então resolvemos  parar e almoçar, se alimentar, encher o bucho, tirar a barriga da miséria, alimentar as lombrigas, quebrar o jejum... enfim GASTAR DINHEIRO! kkkkkk. O forte dos Argentinos é a carne. Pense num povo pra gostar de carne. rs... Alimentados, o destino agora era o "Planetário", pra chegar lá era necessário pegar um ônibus (a gente pagava por passagem U$ 1,25 - pesos Argentinos, o equivalente a R$ 0.65... é isso mesmo, 65 centavos). Dentro do ônibus conheci um Argentino que me deu alguns toques, fui até o destino trocando ideia com ele. Quando chegamos no Planetário, uma supresa... ele estava fechado pra reforma, e desse modo não podemos entrar, apenas olhar e tirar algumas fotos do lado de fora. (Nessa hora minha câmera me deixou na mão,  descarregou por completo). Depois disso a gente seguiu rumo a parada do ônibus que nos levaria de volta pro hostel, até ai nota 10 para os Argentinos, até que no caminho teve um FDP (sabia que eu ia usar,kkkkkkk), creio eu que de propósito, passou bem no meio de uma poça d'água ..e adivinha???? Pois foi!!! Já não bastava o banho de chuva!haha. Chegamos a parada, já escurecendo, e pegamos nosso ônibus de volta, levando em conta que lá em Buenos Aires só escurece a partir das 20:30...a gente até que andou um tanto.haha...

Nessa noite no hostel, conheci mais um grupo de brasileiro que havia chegado à Buenos Aires, e é aquela história... parece que vocês já se conhecem a um tempão, haha... brasileiro é brasileiro, não tem pra onde correr, galera muito gente boa. A noite do 3º dia também foi animada, só que a festa dessa vez foi no MilHouse2, que ficava do outro lado da Avenida. E se eu achava o MilHouse1 grande, era porque eu ainda nao tinha entrado no 2... o salão principal dava uns dois do outro. Galera muito animada como sempre, e o engraçado era que tocava muita música brasileira, mas muito mesmo, do tipo: Porra eu saiu do Brasil, venho pra Argentina e só escuto música brasileira,haha...rolava de funk a sertanejo.


MilHouse2 - Carol, Bety, Danilo, Eu e o Bruno (Galera 10)

Essa noite foi irada, dia da dose tripla,kkkkkkkkk.. PROMOÇÃO do MilHouse2 - Duas doses bem caprichadas de Vodka + RedBull por 25 pesos/12,00 reais (na real, as doses eram tão caprichadas que a gente dividia por três,haha..). Só sei que na hora de voltar pro hostel, eeeeelaiá... "tem coisa nessa vida, que só nessa vida mesmo.haha..."

p.s. Curtir um pouco a noite não quer dizer que você terá a manhã seguinte pra descansar e repor suas energias, não pra quem está mochilando. Pelo menos, não pra mim...lá eu era fiel a seguinte frase - "Dormir, eu durmo em casa" kkkkk.




Próximo poste, mais sobre Buenos Aires. =D
Só aguardar!!! o/