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2 de agosto de 2011

Leve 5, gaste 10 e traga o troco!

Depois de um bom tempo sem postar nada aqui, resolvi atualizar essa bagaça.haha... E bora comentar ai galera!

Bom, tem uma galera de 1ª viagem com dúvida com relação aos gastos (Quanto levar? Quanto gastar por dia? Meu dinheiro vai dar? Levo em Reais, Dólar ou em Moeda local?) e pensando nisso, resolvi fazer esse post em 7 passos.

Passo 1: Pra não se perder na empolgação da viagem e fazer seu dinheiro render até o final, você precisa antes de qualquer coisa, PLANEJAR sua viagem, é impossível uma viagem bem sucedida sem planejamento, A NÃO SER QUE... você tenha bala na agulha, leve muita grana, OOOU tenha fontes financeiras "aqui fora" quando você estiver viajando, algo como teu pai ou tua mãe pra te salvar.haha... Mas, mochileiro que é mochileiro vai na raça, grana curta, tudo contado.kkkkk. Leva pouca grana, se diverte, trás lembrancinhas e ainda volta com dinheiro na carteira pra guardar de recordação!kkkkkkkkk...


Passo 2: Faça uma planilha bem detalhada da sua viagem, inclua tudo nela, assim como todos os gastos possiveis, é importante fazer uma pesquisa de preços antes da viagem, isso te ajudará a extrapolar os valores.
(Ex: Em BsAs uma boa refeição, num restaurante, gira em torno de 30 pesos, que em fevereiro era equivalente a 15 Reais, desse modo eu estabeleci o valor de 30 Reais diários só para alimentação). Faça isso pra hospedagem, transporte e gasto com lazer.

Planinha de Viagem
Dica: Depois de montada a planilha, não esqueça de converter os valores para uma única moeda, isso vai facilitar um bocado na hora se somar e chegar a um valor total. Esse valor total será o mínimo que você deverá levar, mas NÃO DEVE ser o único. É importante que você tenha um controle, dessa forma você conseguirá ter uma noção de quanto e como gastar seu contado dinheiro.haha...

Passo 3: Faça também uma planilha dos pontos turísticos que você quer conhecer (acredite, isso é importante), não se esqueça de separar por cidade.

Pontos Turísticos

Dica: Mas não fique preso só a esses pontos, procure conversar com outros mochileiros sobre lugares legais ou até mesmo com nativos.
(Ex: Na minha viagem os lugares mais legais foram sem dúvidas a CasaPueblo em Punta Balena (http://umaduasmeiaeja.blogspot.com/2011/02/punta-del-este-uma-viagem-inesquecivel.html) e o Bar do Gelo em Montevideo (http://umaduasmeiaeja.blogspot.com/2011/02/montevideo-entrando-numa.html), e nenhum dos dois estavam no meu cronograma).

Passo 4: Tente fazer seu roteiro de tal modo que ele seja uma sequência, pra você não precisar ficar indo e voltando na mesma região da cidade mais de uma vez.
Dica:  Vá por um caminho e volte por outro,  não tenha preguiça, caminhe pelas ruas, você provavelmente vai encontrar algo interessante que não estava no seu roteiro, e isso é bom. =)

Passo 5: É muito fácil fazer amizade (principalmente com brasileiro) e querer se agrupar, mas muito cuidado pra não entrar na onda da galera e deixar seu plano de viajem de lado só pela companhia, ou seja, cuidado pra não entrar na viagem dos outros e ESQUECER a sua.
(Ex: Vocês saíram juntos e resolvem almoçar, a maioria topa ir pra um restaurante caro e quer passar a tarde em um bar, e pra não se excluir da galera VOCÊ vai junto, certo? ERRADO PORRA!!! Esse gasto "extra" pode fazer falta mais na frente, e CARALHO, tu vai sair daqui pra ficar num BAR?! PQP, VAI TNC!!!) Foda, kkkkkkkk...

Passo 6: Se na sua viagem você deseja fazer compras, tipo: "Quero comprar roupa em BsAs", minha dica seria colocar BsAs por último, desse modo você compraria suas roupas sem medo de gastar mais do que necessário e comprometer o resto da viagem.

Passo 7: Com relação a moeda, eu aconselharia levar dólar e a fazer o uso do Travel Money. E na hora de comprar o dólar, evite casa de Cambio, os caras roubam muito velho... faz o cartão no teu banco, é rapidão, e sai bem mais em conta. Em fevereiro a compra do Dollar na casa de cambio estava R$1,80 no Banco do Brasil o mesmo Dollar saiu por R$1,72. E mochileiro que é mochileiro faz economia até no sabonete. kkkkkkkkk. Sem falar na comodidade que o cartão trás, você pode usar ele como cartão de débito... é aceito em todo canto, tanto no Uruguai como na Argentina, e é cobrado a taxa de câmbio do dia, ou seja, seu dinheiro vai render MUITO mais.
Dica: Não esqueça de levar alguns dólares na carteira, coisa pouca mesmo só pra não chegar sem nada, caso precise pegar um busão ou um táxi.. E cuidado com as notas falsas. =D


É isso ai galera, espero ter ajudado, abraço!!!

André Bastos
Twitter: @andrebbastos
E-mail: derbastos@gmail.com

o/
Até a próxima!




1 de maio de 2011

Agradecimentos!!!

Quero agradecer a todos que de certa forma estiveram envolvidos nessa minha 1ª mochilada. Aqueles que me apoiaram, que queriam ir junto, que me chamaram de louco, que admiraram minha coragem de encarar essa sozinho, as pessoas que eu conheci durante esses 12 dias... brasileiros, uruguaios, peruanos, chilenos, venezuelanos, espanhóis, argentinos, alemães, americanos... todos sem exceção. Não vou citar nomes pra não cometer o erro de esquecer de algum... VALEU GALERA! Vocês foram fundamentais pra que essa viagem se tornasse "DUKARALHU",haha. Ao pessoal do hostel - MilHouse e El Viajero - PARABÉNS pela estrutura e receptividade dos aventureiros. VALEU URUGUAI, VALEU ARGENTINA!!!
Agradecer em ESPECIAL ao meu irmão, que sem a ajuda dele essa viagem não teria sido possível... valeu mano, de coração mesmo. OBRIGADO!!! Tô te devendo essa!!! Aos meus amigos, aos meus pais, que não tentaram me impedir de realizar isso, haha... a todo pessoal do mochileiros (http://www.mochileiros.com) que foi fundamental pra escolha do meu roteiro. Obrigado, obrigado e obrigado!

Nunca deixe de fazer algo que você realmente queira e considera importante pra você, por alguém. SÓ VOCÊ sabe do real valor que isso tem pra você.


"UM HOMEM PRECISA VIAJAR POR SUA CONTA, NÃO POR MEIO DE HISTORIAS E IMAGENS, LIVROS OU TV...PRECISA VIAJAR POR SI, COM SEUS OLHOS E PÉS, PARA ENTENDER O QUE É SEU...PARA UM DIA PLANTAR SUAS PRORPRIAS ÁRVORES E DAR VALOR...CONHECER O FRIO PARA DESFRUTAR DO CALOR, E O OPOSTO...SENTIR A DISTANCIA E O DESABRIGO PARA ESTAR BEM SOBRE O PROPRIO TETO...UM HOMEM PRECISA VIAJAR PARA LUGARES QUE NÃO CONHECE, PARA QUEBRAR ESSA ARROGANCIA QUE NOS FAZ VER O MUNDO COMO IMAGINAMOS, E NÃO SIMPLISMENTE COMO É, QUE NOS FAZ PROFESSORES E DOUTORES DO QUE NÃO VIMOS, QUANDO DEVERIAMOS SER ALUNOS E SIMPLISMENTE, IR VER."
...
Amyr Klink

Valeu galera, BRIGADÃO!!!
A todos que acompanharam o relato do meu 1º mochilão, espero que o próximo não demore muito!haha...
Até mais!
Abraços!!! o/



De volta pra casa!!!

Pra quem vem acompanhado essa minha aventura, sabe que minha estadia em Buenos Aires foi alterada (o que antes era 16 e 17, foi para 15,16,17,18 e 19). E como tinha comentado no 1º poste sobre Buenos Aires - não tinha vaga no MilHouse pra o último dia "Já para o ultimo dia, não tinha vaga...mesmo assim fiquei na espera de surgir alguma". Pois é, não surgiu essa vaga e eu acabei dormindo em um hostel do lado, paguei um pouco mais barato, mas mesmo assim não compensou... toda aquele conforto e receptividade do pessoal do MilHouse tinha ficada pra trás, e o café da manhã?!? Café preto com torrada seca, as torradas pareciam pedra de tão seca.rsrs... (agora é engraçado!kkkk) Eu acabei tendo que tomar café fora... e, o barato saiu caro. Mas enfim, como era apenas pra dormir... isso foi besteira!rss...

Logo cedo peguei um taxi e fui para o porto, meu barco partiria as 9h. Até então eu não tinha pego táxi em Buenos Aires, até que é bem barato, e o taxista foi muito gente fina. Chegando no porto começa o caminho de volta, ou melhor, terminava ali a minha 1ª mochilada. =/ 

O caminho de volta eu fiz de barco, um total de 3h de Buenos Aires à Colônia. Até então todos os ônibus ou barco que pegava, era pra dá continuidade a minha viagem, pra conhecer uma nova cidade, havia sempre um sentimento de descoberta pelo novo. Mas dessa vez era diferente, o sentimento era de despedida, eu sabia que estava chegando ao fim, e que ali era o início. Parte da volta eu fiquei no terraço do barco, lá de cima dava pra ter uma noção da imensidão do Lá Plata, rio que corta Uruguai e Argentina. A vista é espetacular  o contraste do marrom da água com o azul do céu torna isso ainda mais encantador. 

Terraço do barco - BuqBus


La Plata

Chegando em Colônia ainda dei uma passada no El Viajero, esqueci meu cinto no quarto na noite que passei lá, mas por incrível que pareça, pra muitos, ele estava lá, guardadinho .hehe... Peguei o cinto e fui pro terminal rodoviário, no caminho entrei no meu último CASSINO, apostei 20 pesos e sai com 200. =D (Foda que não dava pra tirar foto, mas escultar e ver aquelas moedas saindo da máquina sem parar É MUITO BONITO.kkkkkk...). A próxima parada seria Montevidéu, e como o termial da cidade fica em um shopping, isso ajudou a passar o tempo até pegar meu ônibus de volta pra Pelotas.

O engraçado é que o espanhol fica na sua cabeça, quando o ônibus chegou e eu fui falar com o motorista, saiu tudo em espanhol. kkkkkk... a mesma coisa aconteceu quando fui pedir informação pro cobrador. kkkkkk... (vale lembrar que a empresa que faz a linha Montevidéu Pelotas, é a TTL, e é brasileira, ou seja, os funcionários são brasileiros E falam português. É muito louco, você sem querer falar em espanhol, sai quase que automático,rss... Por isso a vivencia vale mais que qualquer curso por ai!

A volta no geral foi muito cansativa, 3h de barco + 11h de ônibus + 9h de voo (3 trocas de avião), num total de 23h de viagem. E parecia que tinha um filme rodando na minha cabeça, que insistia em se repetir, a todo instante vinham lembranças da viagem, desde a chegada a Punta del Este até a partida em Buenos Aires, cada momento, as pessoas que conheci, os lugares que visitei, as sensações que senti... tudo que eu vivi nesses 12 dias. E ao mesmo tempo, caia a ficha que eu estava voltando pra realidade. Que havia chegado ao fim aquela, que até o momento, foi a maior aventura da minha vida. Uma experiência inesquecível.

Valeu galera.
Obrigado!!!

21 de abril de 2011

Buenos Aires, o último dia de viagem!!!

Esse foi o dia mais difícil pra levantar cedo. A vontade era de ficar deitado na cama, mas a vontade de se aventurar pela cidade era maior, ainda bem.rsrs. No café da manhã encontrei com os brasileiros que tinha chegado no dia anterior ao hostel, a gente trocou umas idéias e resolvemos encaixar nossos roteiros, se juntou Eu a Tatá, o Tico e o Matheus e seguimos rumo a uma feirinha de produtos artesanais locais. Primeiro optamos por ir de bike, mas não conseguimos alugar nenhuma, as do hostel estavam esgotadas, então... partimos de busão.

Tico, Matehus, Tatá e Eu

Após algumas minutos visitando a feira, foi cada um lado, e ficou eu o Tico dando rolé, quando de repente o maluco resolve colocar um tererê no cabelo,haha... (comum de mais por lá). A gente saiu procurando até que encontrou essa família que fazia aplicação do tal tererê. Confesso que só não coloquei no meu porque não tinha condições, quer dizer, não tinha cabelo suficiente pra colocar,rss. Acho que demorou uns 15 minutos pra finalizar... é um trabalho danado pra colocar, é um puxa, amarra, solta, dá nó, faz trança, puxa, amarra, solta, dá nó, faz trança...e no final??? FOGO pra queimar a linha. Pra tirar??? Fácil!!! Só cortar!kkkk... 
Enquanto eles davam nó na cabeleira do Tico, eu trocava ideia com eles, e conversando, a senhora me pergunta: ¿Como te llamas? -- Me llamo André -- ¿Como se llama el chico? -- Tico -- Si, el chico, ¿como el se chama? -- Lo chico se llama Tico -- ¿Tico?, ¿Tico? -- Si, Tico. (Só faltou o no fubá.kkkkkkkkkkkkk) Aee Tico,haha... (sei que tu vai ler isso aqui) kkkkkkkkkkk.

Terê no Chico Tico.kkkkk

Bem no centro da feira tinha um gramado onde as pessoas tomavam sol. E isso é comum tanto do pessoal de Montevidéu quando de Buenos Aires, eles utilizam muito os parques, as praças e os jardins que a cidade oferece. Seja só, acompanhadas, sentadas, deitadas, escutando música, estudando, brincando, conversando, namorando... ando, ando e ando. Chega a ser legal de se ver. E fazendo uma comparação rápida com o que vimos aqui no nosso País, onde as praças estão praticamente abandonadas, mal cuidadas, chega até a dá desgosto.

Entrando no clima

Saindo da feira, eu segui um destino diferente do resto do pessoal, eu ainda queria conhecer o Jardim Japonês e o Zoológico de Buenos Aires, já que os dois dias de tempo fechado frustrou minha ida ao Zoo de Lujan, em Tigre. O legal do Zoo de Lujan é que você entra em contato direto com os animais, fica do lado de tigres e leões, sem qualquer tipo de divisória, dá até pra passar a mão, além disso alimenta os filhotes, anda de elefante e por ai vai. =) Fiquei com vontade depois de ver umas fotos de uma turista que conheci em Montevidéu. Mas, o tempo não ajudou...

Enfim, meu primeiro ponto depois da feira foi o Jardim Japonês, tinha ouvido falar muito bem de lá, e queria conhecer. De onde eu estava para o JJ foi preciso pegar um ônibus, e sempre que eu pegava um ônibus, eu tinha a certeza do que era um sistema de transporte público que funcionava. E nem por isso se paga um absurdo nas passagens ($1,20 pesos argentinos, o equivalente a  0,60 centavos de real) Alô Natal!!!

Realmente vale a pena, é um lugar tranquilo e cheio de natureza, a cultura oriental é lembrada em todos os detalhes do parque. 

Entrada do Jardim Japonês ($ 8,00 pesos)

Lago das carpas gigantes. Tem umas que pra tubarão falta pouco.

A ponte do vermelha.

Luminaria

Depois de conhecer um e entrar no clima da terra dos "zoi puxado", fui em direção ao Jardim Zoológico. O Zoo ficava bem do lado do parque, era só cruzar a avenida e andar uns 200 m. O Zoológico tem uma estrutura bacana pra receber os turistas, mas achei um tanto quanto largado. Mas pra quem gosta desse tipo de turismo é legal conhecer. Na sequência alguns hermanos, rs...

Zoo Buenos Aires

Zoo Buenos Aires

Zoo Buenos Aires

Zoo Buenos Aires

Zoo Buenos Aires

Zoo Buenos Aires

Zoo Buenos Aires

A visita foi um pouco corrida, como lá escurece muito tarde, acabei me desligando da hora e se não corresse ia me atrasar pra apresentação de tango, e eu ainda tinha que comprar umas coisas pra levar. Sai do Zoo, peguei meu busão, e seguindo o conselho de uma Uruguai que tinha conhecido lá, a Alejandra, fui em uma loja especializada em vinhos que havia próximo ao hostel, mas por azar encontrei a loja fechada, só me restava ir em busca sos ALFAJORES Argentinos (O que é aquilo?? O que são aqueles alfajores?? Meu Deus!!! Outra coisa não, mas comer alfajor eu COMI viu, e num foi pouco não!kkkkkk...) Entrei na loja HAVANNA, e comprei algumas unidades, Tá! Algumas caixas! =) Mas só uma conseguiu chegar no Brasil, quer dizer, em Natal.kkkkkk...
Bom, feito as compras, sai em disparada para o hostel, a Av 18 de Julho (onde estava montado o palco da apresentação de tango) já estava lotada. Chegando no hostel foi só o tempo de tomar um banho me arrumar  e pronto!

E não poderia ser diferente, a noite daquela sexta-feira tinha que ser longa, tudo na tentativa de alongar ao máximo o último dia da viagem. Pra começar Eu, o Danilo e o Bruno, fomos assistir a uma festival de tango que estava tendo em plena avenida 18 de julho. A avenida foi fechada e uma mar de cadeira tomou conta do cenário, eu acho que aquele evento devia ser anual, até mesmo pela estrutura e pela quantidade de gente que estava lá assistindo. Impressionante, nunca tinha parado pra assistir um tango,haha... bem diferente de um festival de forro ou algo do tipo.kkkkkk... Esse tipo de coisa você só vivencia se sair do "nosso mundo". =)

Danilo, Bruno e Eu

Terminado a apresentação, só nos restava curtir o MilHouse2. E velho, lembro como se fosse ontem, as músicas a agitação da galera, eu pedindo por DJ tocar um forro... eeelaiá, passou rápido.

Salão MilHouse2

De longe a galera mais animada da festa.kkkk

Depois disso ai, o pessoal prolongou a noite, parte da galera foi pra PACHA, parte pro Palermo e outra parte de volta por hostel. Eu fui junto dessa 3ª leva, meu barco partia cedo, era a hora de fazer o caminho inverso de volta pra casa (Natal).

Próximo poste, considerações finais sobre a viagem!
Só aguardar!!!


9 de abril de 2011

Recoleta, mais que um bairro.

Uma coisa eu tinha certeza, esse dia ia ser cheio, e pra aguentar o rojão nada melhor que um bom café da manhã...e o café da manhã do MilHouse, putz...não deixava a desejar em nada. Tinha de tudo. Mas o melhor era o doce de leite, eu fiquei viciado naquilo,haha...não saia de casa sem levar alguns.

Meu café da manhã =)

Foi no salão do café que Eu, o Bruno e o Danilo estávamos programando o role do dia, já que as a Carol e a Betty, iam para o shopping,kkk. No meio da conversa apareceu mais uma brasileira, a Tatá, carioca que tinha chegado na noite anterior no hostel... e como ela estava só, juntou-se a nós, e fez o nosso roteiro.

De início escolhemos ir até o "Cemitério do bairro Recoleta" e conhecer a suas redondezas  já que havia lá muita coisa interessante... praças, museu, galerias e por ai vai. Antes da chegada do cemitério, a gente se deparou com algo muito curioso, não tinha nenhuma indicação sobre o que seria. Talvez um pub, não sei...mas o mais legal é que está bem no meio de dois prédios de luxo. Parecia uma coisa esquecida no tempo.


Esse dia o tempo não estava querendo ajudar muito, estava fechado, caindo aquela garoa sabe? Mas não foi o suficiente pra morga nosso rolé.rsrss. O cemitério é muito conhecido e visitado por todos os turistas, lá estão enterrados grandes nomes, entre eles, Evita Peron.

O túmulo de Evita Peron - um dos mais visitados.

Uma coisa que chama atenção é o quão GRANDIOSO são os túmulos e como são ricos em detalhes...tinha uns que sem exagero...era maior do que a sala do meu apê.rss. Uns bem conservados, outros quase abandonados, em alguns era possível ver até os caixões entre as vidraças quebradas, o lugar tinha um ar de mistério e paz ao mesmo tempo.

Entrada do Cemitério

Dentro do cemitério (Eu, Bruno, Danilo e Tatá)

Antes de continuar queria fazer um comentário sobre essa foto abre aspas Eu particularmente gosto muito dessa foto, só não me pergunte o porque. Só sei que há algo nela que me diz muito. Talvez a alegria estampada na cara; talvez a companhia dessa galera; talvez o lugar; talvez... talvez. Não sei! Não dizem por ai que a fotografia fala por si só?!Então... deve ser isso!rss... fecha aspas.


Bom, após conhecer e fazer um tour pelo cemitério, seguimos rumo ao museu, no caminho passamos por alguns pessoas oferecendo serviços culinários para turista, entre eles tinha um brasileiro que tomava conta de um restaurante lá... e foi onde mais tarde nós retornaríamos para almoçar, com direito a vinho,rs...

Saindo do cemitério, e tomando como base o nosso mapa, fomos em busca da escultura "A Flor", do "Museu Nacional de Belas Artes" e do "Planetário". Mas algo saiu errado, pra variar né!?kkkk...entramos no Palácio Nacional das Artes pensado que fosse o Museu Nacional de Belas Artes,kkkkk. E eu achando estranho..."Pow, ninguém controla a entrada? Pode entrar com câmera? Pode tirar foto? Como assim Arnaldo???" A gente só se ligou que estava no lugar errado quando já estávamos dentro,haha... mas foi interessante, estava rolando uma amostra de arte visual bem bacana lá.




No caminho passamos também pelo Centro Cultural Recoleta, e o famoso Hard Rock Café. Um pouco mais a frente, do outro lado da rua avistamos uma prédio MONSTRUOSO (Universidade de Direito de Buenos Aires), decidimos cruzar a ponte e ir lá conhecer, e é impressionante como aquilo que não lhe é comum tem um efeito extraordinário.

Ponte sobre a Av. Del Libertador
Universidade de Direito

Pra nossa sorte, a "A Flor" ficava bem ao lado da Universidade de Direito. A Flor é uma estrutura metálica que se abre e se fecha de acordo com o movimento do sol. Muito massa.


A Flor

Depois de visitar uma das obras mais interessantes ao ar livre, partimos rumo ao Museu Nacional de Belas Artes. Dessa vez sim, entramos no lugar certo! Lá não é permitido a entrada de aparelhos eletrônicos, o museu é divididos em "salas". Sabe aqueles bancos que ficam em frente a obra pra você sentar e admirar...quase não me levanto mais.haha. Um mundo de pinturas e esculturas que representam não só a arte, mas toda uma história. É fantástico!!!

Bom, a essa altura estávamos todos com fome, então resolvemos  parar e almoçar, se alimentar, encher o bucho, tirar a barriga da miséria, alimentar as lombrigas, quebrar o jejum... enfim GASTAR DINHEIRO! kkkkkk. O forte dos Argentinos é a carne. Pense num povo pra gostar de carne. rs... Alimentados, o destino agora era o "Planetário", pra chegar lá era necessário pegar um ônibus (a gente pagava por passagem U$ 1,25 - pesos Argentinos, o equivalente a R$ 0.65... é isso mesmo, 65 centavos). Dentro do ônibus conheci um Argentino que me deu alguns toques, fui até o destino trocando ideia com ele. Quando chegamos no Planetário, uma supresa... ele estava fechado pra reforma, e desse modo não podemos entrar, apenas olhar e tirar algumas fotos do lado de fora. (Nessa hora minha câmera me deixou na mão,  descarregou por completo). Depois disso a gente seguiu rumo a parada do ônibus que nos levaria de volta pro hostel, até ai nota 10 para os Argentinos, até que no caminho teve um FDP (sabia que eu ia usar,kkkkkkk), creio eu que de propósito, passou bem no meio de uma poça d'água ..e adivinha???? Pois foi!!! Já não bastava o banho de chuva!haha. Chegamos a parada, já escurecendo, e pegamos nosso ônibus de volta, levando em conta que lá em Buenos Aires só escurece a partir das 20:30...a gente até que andou um tanto.haha...

Nessa noite no hostel, conheci mais um grupo de brasileiro que havia chegado à Buenos Aires, e é aquela história... parece que vocês já se conhecem a um tempão, haha... brasileiro é brasileiro, não tem pra onde correr, galera muito gente boa. A noite do 3º dia também foi animada, só que a festa dessa vez foi no MilHouse2, que ficava do outro lado da Avenida. E se eu achava o MilHouse1 grande, era porque eu ainda nao tinha entrado no 2... o salão principal dava uns dois do outro. Galera muito animada como sempre, e o engraçado era que tocava muita música brasileira, mas muito mesmo, do tipo: Porra eu saiu do Brasil, venho pra Argentina e só escuto música brasileira,haha...rolava de funk a sertanejo.


MilHouse2 - Carol, Bety, Danilo, Eu e o Bruno (Galera 10)

Essa noite foi irada, dia da dose tripla,kkkkkkkkk.. PROMOÇÃO do MilHouse2 - Duas doses bem caprichadas de Vodka + RedBull por 25 pesos/12,00 reais (na real, as doses eram tão caprichadas que a gente dividia por três,haha..). Só sei que na hora de voltar pro hostel, eeeeelaiá... "tem coisa nessa vida, que só nessa vida mesmo.haha..."

p.s. Curtir um pouco a noite não quer dizer que você terá a manhã seguinte pra descansar e repor suas energias, não pra quem está mochilando. Pelo menos, não pra mim...lá eu era fiel a seguinte frase - "Dormir, eu durmo em casa" kkkkk.




Próximo poste, mais sobre Buenos Aires. =D
Só aguardar!!! o/

27 de março de 2011

O dia do tango e do inglês.

Para o meu segundo dia em Buenos Aires, optei por conhecer a parte norte do centro e os bairros San Telmo e La Boca, em especial o “Caminito” e o “Bombonera”, localizados no La Boca. Sai do hotel com o velho mapa na mão e fui em direção a parada pra pegar meu ônibus, como o La Boca ficava um pouco longe, não tinha condições de ir a pé, e depois do quase tombo de bike em Montevidéu  preferi ir de ônibus, rsrss. Pra começar o ônibus estava lotado, a maioria turista, provavelmente indo pro mesmo destino que eu, La Boca. Chegando ao Caminito, ao descer do ônibus, que para bem no coração do La Boca, você ver muito artesanato, tango, pinturas, etc. O caminito é uma mescla de cultura e arte a céu aberto. E o que chama mais atenção, sem duvidas, são as cores vivas das fachadas e as casas de madeira, muito interessante. 





Reza a lenda que ao pintar suas casas, os espanhóis e os italianos, usavam as tintas que sobravam dos navios do porto para pintá-las. Outra coisa que chama a atenção também é a quantidade bares de posicionam suas mesas no meio da rua e apresentações de tango que acontece lá, muito legal...eu até arrisquei uns passos de tango também,kkkkkkkk...




Depois de andar, comer e dançar,rsrs...eu pretendia ir então ao “Bombonera” - o estádio do Boca Juniors. Mas conversando com as pessoas de lá, elas me falaram que não era seguro ir ao Bombonera, ainda mais eu estando só. O La Boca é uma favela/bairro por isso andar só lá é meio complicado/perigoso, e pra evitar qualquer problema, resolvi deixar o estádio do Boca pra lá e retornar para o centro da cidade, ainda faltava muito pra conhecer.

Peguei então o mesmo ônibus da ida, só que no sentido contrário, e parti. Aqui na Argentina, se tu não tiveres moeda, tu não andas de ônibus. Os ônibus não possuem cobrador, e é tudo à base de moeda, você põe as moedas em uma máquina, ela calcula o valor e emite o bilhete, e se for o caso, até te dá o troco.hehe... Facilita muito isso!! Na volta dei uma passada pelo bairro San Telmo e segui em direção ao Congresso Nacional, que tem uma arquitetura muito bonita por sinal. Assim como todoprédios e construções antigas da cidade.


Congresso Nacional
Entrada do Congresso

Em uma de minhas paradas pra pedir informação e conversar um pouco, conheci duas irmãs Uruguaias que estavam lá a passeio...e como não poderia ser diferente, foram muito simpáticas e prestativas. A gente conversou um pouco e como estávamos ali no mesmo propósito (conhecer a cidade) saímos caminhando até o OBELISCO, conversa vai, conversa vem, a irmã mais velha me fala que vinha do Chile, ela era enfermeira e fazia trabalho social, já havia viajado muito fazendo esse tipo de trabalho...achei legal de mais. =)

Obelisco
Chegando no Obelisco, a gente viu um movimento digamos suspeito logo ao lado,haha...tava rolando uma gravação de um programa de Mendoza (cidade Argentina) ao vivo, sobre vinhos, muito massa. Teve dança, show de banda e até pisada nas uvas com algumas celebridades de lá,haha...(eu não conhecia nenhuma, e ia perguntando...e o pessoal dizia aquela é fulana, essa é a mulher num sei de quem, aquela lá tá na playboy.kkkkk...).

Gravação do programa e o Obelisco ao fundo.
A loira da PlayBoy - pisada das uvas

Depois de alguns brindes (vinhos e frutas) voltei pro hostel. Chegando lá, fui direto pra cozinha preparar minha janta, o engraçado de usar cozinha de albergue é que todo mundo usa ao mesmo tempo, e pela falta de espaço as pessoas ficam pedindo as coisas umas as outras, tipo: pega esse prato por favor, me passa o isqueiro, liga a torneira pra mim...isso seria tranqüilo se fosse dito em Português, e não em Inglês, Alemão ou Russo.kkkkkk...foda!!! As coisas só funcionavam a base da indicação,kkkkkkkkk...

Mas o mais engraçado mesmo foi no final, EU e duas americanas, uma delas estava estudadando português, a outra sabia um pouco de espanhol. Ai era eu tentando falar e aprender inglês com elas, e a que estudava português queria aprender português comigo (imagina a confusão que era.kkkkkkk), e quem fazia o intermédio era a que falava um pouco de espanhol. Eu lembro que no final do papo mandei essa “On my next trip, I go speak English” kkkkkk...e ela respondeu “And me, portuguese” (fiquei felizão =D). Me empolguei e me enrolei pra dizer “This moment is very important for me...this exchange of culture” pra ela entender essa “Exchange” só faltei dançar...fazia o movimento os as mãos de troca,kkkk...até trocar uma lata de lugar eu troquei pra ela entender.kkkkkkk...

Depois dessa "putaria" toda, subi pro salão pra tentar usar a net, e encontrei um grupo de brasileiro que estavam hospedados lá...primeiro conheci a Carol e a Bety, depois o Bruno e o Danilo, galera nota 10 (todo mundo se conheceu lá). A partir daí o negocio começou a melhorar, kkkkk...

La no MilHouse é assim, é "festa" todos os dias...eles intercalam uma festa no MilHouse1, uma festa no MilHouse2...uma festa no MilHouse1, uma festa no MilHouse2...a festa é só pra quem ta hospedado, e velho...a galera pira!kkkk...muito, muito massa! Passei a noite com essa galera que eu tinha acabado de conhecer. 

Salão de festa do MilHouse - detalhes para as bandeiras no teto =)
Ai galera, a luz ascendeu...acabou. Será?kkk

A noite foi animada porem curta, as festas são vão ate 2h no máximo (na real a "festa" é mais uma confraternização do que uma festa propriamente dita, é apenas uma momento onde todo mundo se conhece...é show de bola). Acabado a confraternização o pessoal foi pro pátio pra conversar um pouco e tal, mas ai um maluco que trabalhava no hostel chegou cortando o barato da galera. Foi quase um TOQUE DE RECOLHER, kkkkkkkk...O Bruno que o diga!!!kkkkkk... Depois do toque, fui pro quarto... e assim acabou mais um dia em Buenos Aires...o amanhã, já tava tudo certo, ia sair com a galera. =D

Próximo poste relato do 3º dia!!!
o/